Dez jogadores que me fizeram amar ainda mais o futebol.

Capítulo III — O subestimado.

Bebeto: muito mais do que “o melhor companheiro de ataque do Romário"

O terceiro capítulo do desafio realizado pelos dois amigos, Marcos Thomaz e Ronaldo Paes me levou à Bahia. Antes de ir aos finalmentes, porém, é bom lembrar que eu preciso em dez dias, citar um jogador a cada vinte e quatro horas e escolher uma só imagem que lhe represente e seja capaz de demonstrar sua importância para minha formação como amante do futebol.

José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, foi um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro: rápido, habilidoso, inteligente e um finalizador de raro talento. A personalidade discreta, a doçura, a generosidade e até a fama de chorão que Bebeto adquiriu durante a carreira contribuíram para que muitos o tenham subestimado, mas o baianinho foi, sem dúvida, muito mais do que “o melhor companheiro de ataque do Romário”. Bebeto foi o jogador mais importante do Flamengo pós-Zico (1985–1988); foi campeão brasileiro e artilheiro pelo Vasco e colocou o Deportivo La Coruña no mapa do futebol espanhol quando se transferiu para lá no início dos anos 90.

Pela seleção brasileira, Bebeto foi peça chave na Copa América de 1989, no tetracampeonato em 94 e ainda teve bola pra jogar uma boa copa no sofrível time montado por Zagallo em 1998. Franzino e com fama de chorão, Bebeto passou a carreira inteira puxando o tapete de quem lhe julgou pela aparência e não pela bola que jogava. “Viva Bebeto, artilheeeeeiro do campeonaato!!! — como dizia o vascainíssimo Áureo Ameno nas transmissões da Rádio Globo.

uma péssima influência

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